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Vento, Saudade, Poesia

E m i l i a  P o s s í d i o
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Vento, brisa,
Levem-me daqui,
Para um lugar só meu,
que tão cedo feneceu.

Vento, brisa,
Lá vou eu
Para a casa avarandada
Bonita e ajardinada.

Em dezembro um flamboyant
Floria a cada manhã.
Desalento ... Desencanto ...
Cadê o meu flamboyant?

As portas foram fechadas,
Janelas estão cerradas,
Tudo que é vida murchou.

Estou cá com a saudade
Que o tempo não sarou.
Desalento ... Desencanto ...
Tanta vida que acabou.

Um violão encostado,
Sem cordas, sem emoção,
Piano mudo e calado
Maltratam meu coração.

Desalento ... Desencanto ...
Meu canto é doce ilusão.

A casa ficou sombria,
Perdeu toda a alegria,
A luz está apagada,
A noite gelada e fria.

Desalento ... Desencanto ...

Restou-me agora a poesia :
Meu alento ... meu encanto ...
Lembranças para os meus dias.

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E m i l i a  P o s s í d i o

Fortaleza / CE / 19.11.2003
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