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A  P a r t e  R a d i c a l



S i l v i a  S c h m i d t



Eu posso ser o céu que lança a chuva,
Eu posso ser o sol que aquece o solo,
Eu posso ser a lágrima e o consolo,
Eu posso ser a vida e ser a cova.

Eu posso ser a mão que faz carinho,
Eu posso ser o tapa que desperta,
Eu posso ser a cela e a porta aberta,
Eu posso ser a estrada e o descaminho.

Eu posso ser covarde e ter a fibra
Do destemido que acovarda o susto,
Eu posso ser o meio que equilibra.

Eu posso ser o gosto e o desgosto,
Eu posso ser o imóvel e o que vibra,
Eu posso ser de tudo o extremo oposto.



Mas há uma parte minha que renega,
que não aceita o equilibrador:
é o coração que inteiro a ti se entrega,
negando tudo que não seja Amor.




S i l v i a  S c h m i d t
Extraído do Livro "Toques e Choques"
Direitos Autorais Protegidos
Copyright ©2001



Edição Musical desta página : Udo Erwin Franz










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Imagem e edição de página : Yara Daher




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